30.11.09
28.10.09
Conversas entre um homem e um comprimido 2
Caro,
Eu sei que tudo que eu já vi, vivi, sofri, sorri é pouco. Sei bem que minha alma preza, quer ficar viva, que minha mente está confusa, tentando achar uma desconfusão, que meu corpo anda bambo, embriagado de muito não-sei-o-quê e que meus olhos já nao abrem mais, mas não sei o que dizer. Calar-me-ei, me calarei, vou me calar... E nunca mais abrir a boca? Virar um mudo-protestante? Ou um mudo que vive em baixo da terra?
Não... Não. Preciso levantar. Mais sei que desmaio se o fizer. Ando fraco, bêbado com todo esse amor. Um simples esbarrãozinho já o bastante pra me torturar fisicamente e me jogar com estrondo no chão.
Mas... Mas o que faço?
Farei o que é certo.
Eu sei que tudo que eu já vi, vivi, sofri, sorri é pouco. Sei bem que minha alma preza, quer ficar viva, que minha mente está confusa, tentando achar uma desconfusão, que meu corpo anda bambo, embriagado de muito não-sei-o-quê e que meus olhos já nao abrem mais, mas não sei o que dizer. Calar-me-ei, me calarei, vou me calar... E nunca mais abrir a boca? Virar um mudo-protestante? Ou um mudo que vive em baixo da terra?
Não... Não. Preciso levantar. Mais sei que desmaio se o fizer. Ando fraco, bêbado com todo esse amor. Um simples esbarrãozinho já o bastante pra me torturar fisicamente e me jogar com estrondo no chão.
Mas... Mas o que faço?
Farei o que é certo.
Oportunidade
É uma história engraçada. Desde que me contaram, a tenho na cabeça: é um deus, segundo os gregos antigos, que só tem cabelo na frente. Se quiser agarrá-lo, consiguirá apenas quando ele passar. Se ele passou, não há como agarrá-lo mais.
4.10.09
3.10.09
Conflito?
São Paulo, 03 de outubro de 2009, 19:14.
Caro Leitor,
se você pensa que está lendo um simples texto, se enganou. Isto é menos que um simples texto. Nem um texto é. Aqui, nesta porcariazinha que ouso chamar de 'redação', não existem conflitos. Isto é apenas uma tentativa de manter uma conversa amigável com você, meu caro leito desocupado. Não penso em conflitos aparentes pra tal texto que, agora, perco o meu tempo redijindo. Espere, talvez haja conflitos! Ou que sabe não... Oras, se nem uma apresentação decente eu fiz, como pode haver conflitos? Mas que coisa...
Leitor,
não ligue para meus pensamentos. Afinal, para QUE ligar para algo ou alguém, não é verdade? Só estou, simplesmente, querendo encontrar um caminho decente para meu texto. Se você quiser me ajudar, mesmo sabendo que não, eu aceito a tal ajuda. Mas, se nao quiser, tudo bem, eu morro assim mesmo...
Prezado Leitor,
não ligue para minha insanidade. Não mergulhe na minha loucura. Não entre na minha mente. Siga com a sua vidinha de merda, que eu estou bem.
Respeitosamente,
Victor Luvizotto.
Caro Leitor,
se você pensa que está lendo um simples texto, se enganou. Isto é menos que um simples texto. Nem um texto é. Aqui, nesta porcariazinha que ouso chamar de 'redação', não existem conflitos. Isto é apenas uma tentativa de manter uma conversa amigável com você, meu caro leito desocupado. Não penso em conflitos aparentes pra tal texto que, agora, perco o meu tempo redijindo. Espere, talvez haja conflitos! Ou que sabe não... Oras, se nem uma apresentação decente eu fiz, como pode haver conflitos? Mas que coisa...
Leitor,
não ligue para meus pensamentos. Afinal, para QUE ligar para algo ou alguém, não é verdade? Só estou, simplesmente, querendo encontrar um caminho decente para meu texto. Se você quiser me ajudar, mesmo sabendo que não, eu aceito a tal ajuda. Mas, se nao quiser, tudo bem, eu morro assim mesmo...
Prezado Leitor,
não ligue para minha insanidade. Não mergulhe na minha loucura. Não entre na minha mente. Siga com a sua vidinha de merda, que eu estou bem.
Respeitosamente,
Victor Luvizotto.
2.10.09
This time I'm mistaken for handing you a heart worth breaking. (L)
Marcadores: poesia fraca, tentativa dramática
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30.9.09
Conversas entre um homem e um comprimido
Chegou em casa transtornado, abriu a porta e o barulho ecoou. Sentiu-se muito sozinho o pobre homem que não encontrou ninguém em casa, nenhum braço materno, nenhum ombro amigo, nenhuma mão de amado. Achou que não tinha nada daquilo. Desabou num pranto sem fim (ou que pensava que nunca teria fim) por não acreditar mais em seu amor. Molhou o travesseiro o quanto seus olhos conseguiram até arderem e ficarem tão inchados que diria que levara um soco.
Sentou-se na cama. Pensou por alguns minutos. Desceu. Foi até a cozinha. Sentou-se numa cadeira na frente de uma gaveta, e abriu esta última. Pegou um comprimido, creio que daqueles que diminuem a pressão arterial, e colocou-o na sua frente. Duvidou se devia tomá-l0, se era realmente necessário. Foi assim que disse:
- Você pode mudar minha vida, sabia? - como se falasse com um humano. E completou - Um, dois, vários de vocês mudarão minha vida pra sempre.
Não ouviu respostas, não ouviu conselhos. Afinal, ele não tinha quem os dar, certo? E, mesmo com a dúvida posta, fez o que era certo.
Sentou-se na cama. Pensou por alguns minutos. Desceu. Foi até a cozinha. Sentou-se numa cadeira na frente de uma gaveta, e abriu esta última. Pegou um comprimido, creio que daqueles que diminuem a pressão arterial, e colocou-o na sua frente. Duvidou se devia tomá-l0, se era realmente necessário. Foi assim que disse:
- Você pode mudar minha vida, sabia? - como se falasse com um humano. E completou - Um, dois, vários de vocês mudarão minha vida pra sempre.
Não ouviu respostas, não ouviu conselhos. Afinal, ele não tinha quem os dar, certo? E, mesmo com a dúvida posta, fez o que era certo.
28.9.09
1ª Pessoa.
Já não sabia mais pra onde ir. Já não sabia mais o que fazer. Já via-se(me) perambulando, sem saber para onde prosseguir, para que prosseguir, para onde olhar, para que olhar.
Foi então que, ao seu(meu) andar, encontrou(ei) um refúgio perfeito. Um refúgio cheio do que mais queria: solidão. Viu-se(me) rodeado por nadas de nada. E sentou-se(me). E deitou-se(me). E desabou(ei) num choro profundo, um pranto que nunca tinha ouvido falar (um pranto chamado AMOR).
Foi então que, ao seu(meu) andar, encontrou(ei) um refúgio perfeito. Um refúgio cheio do que mais queria: solidão. Viu-se(me) rodeado por nadas de nada. E sentou-se(me). E deitou-se(me). E desabou(ei) num choro profundo, um pranto que nunca tinha ouvido falar (um pranto chamado AMOR).
27.9.09
Carnavália.
Sinto a batucada se aproximar,
estou ensaiado para te tocar.
Repique tocou,
o surdo escutou,
e o meu coração (tamborim).
Tribalistas
estou ensaiado para te tocar.
Repique tocou,
o surdo escutou,
e o meu coração (tamborim).
Tribalistas
26.9.09
Eu quero viajar por um mundo completamente diferente de tudo o que eu já vi, ouvi e senti na vida. Quero, quem sabe, me livrar dessa mesmice de sempre. Um dia, talvez, eu realize esse sonho. Esse e muitos outros. Alguns que me machucam por, simplesmente, às vezes, pensar que não os alcançarei. Mas eu sonho. Afinal, isso não machuca. Ou não?
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