31.8.11

E ainda não posso dizer que eu sou de todo feliz. Eu sei que tenho tudo... Mas não é tudo o que eu quero.

27.8.11

. É por isso que amar machuca...

. É por isso que amar machuca... E isso é um fato. Não, não...! Não estou dizendo que amar é de todo ruim, claro que não. Só quis dizer que o amor, por vezes, magoa. Ora! Vai começar a jogar na cara que sou fraco, agora, né?! Esse é o jeito clássico você de ser. Deixa-me choramingar em paz, poxa. Tá bem, tá bem! Chega. Nunca mais procuro a ti para choramingar!

10.8.11

"Perguntai ao sepulcro a história do cadáver"

Shhh! Hoje tudo foi-me melancolia... Porque senti que quis chorar chorar chorar de 'cry my eyes out'. E eu sei exatamente porquê... Porque eu amo. Eu amo tanto... Que eu espero muito. E não o tenho. Mas deixa estar, "o passado é um túmulo"

8.8.11

Definhados aqueles que assistem à morte com um sorriso no pálido rosto

Choveu. E fugia de algo incerto. Sabe-se que corria, corria muito. E numa dessas, escorregou na rua, à beira de um beco barroso e fedido. Arrastou-se ao lugar e lutou contra o barro. E tentava esquivar-se da chuva e lutava contra aquele lamaçal com o medo de chafurdar... Lutou em vão.

Determinado momento, desistiu. Daí, envolveu-se pela lama fétida. E lambusou-se dela e lambeu-a como se fosse chocolate adocicado e quis sentir o mel inexistente daquela mistura nojenta. Deixou-se cobrir pelo barro. E definhou, ali mesmo.

4.8.11

"Viver é simples. Viver é muito simples..."

Quando eu tinha a sua idade, eu era louca, louca. Na missa, eu sentava atrás e fazia piadas sobre a missa. Só que, quem faz as piadas, não lembra quem as fez. Mas, quem as ouve, sempre lembra. Então, esse fato foi contado pra mim, eu não lembro. Faz muito tempo, acho que uns 40 anos.

Eu digo que era louca, mas mais no sentido de descontraída. Eu não tinha... censura! Eu trabalhava. Sempre trabalhei, desde os 15 anos. Nessa época, com o meu dinheiro e, é claro, com o conssentimento da minha família, eu viajei sozinha de ônibus pelo litoral inteiro do Brasil. E isso, há quarenta anos. Não tinha Internet, celular... Eu parava de estação em estação pra ligar pra minha mãe. Fui até a Bahia, cheguei no Ceará. E de lá, voltei de avião.

Daí, aos poucos, eu fui conquistando a minha liberdade. E sempre com responsabilidade. Muitas vezes eu já tive a oportunidade de consumir drogas. Naquela época, so existia maconha e fumar maconha, que hoje é comum, 40 anos atrás era ooooooh! Então, eu já muitas vezes tive a oportunidade de fumar. E eu pensava - "fumar e perder minha liberdade?" Aqui pra maconha! Já tive a oportunidade de ficar grávida e ter filhos. E, aí, perder minha liberdade?! Aqui pra gravidez!

Sua liberdade é conquistada aos poucos, sempre com benécia e responsabilidade. E quando erra-se na responsabilidade ou na benécia, Deus ajuda a consertar os erros daqueles que tem o coração bom. Mas isso já é filosofar demais... Viver é simples... Viver é muito simples!

Shiderlei, 04/ago/2011

Não chore, moleque, que homem não chora!

Levantou da poltrona tremendo de frio. E o sol estava a pino. Olhou em volta. Tentou ligar a televisão e o computador. Mas nenhum deles funcionava. E sentou de novo. E apertou o braço da poltrona. E respirou fundo. E expirou. E repetiu por mais umas três vezes. Ao final da terceira, explodiu em lágrimas. Mas o telefone interrompeu-o.

- Alo? Quem é? Ah, sim sim. Sou eu. Não, estou bem. Que deseja? Claro, Claro. Ah sim, desculpe-me.

1.8.11

E lá vai Deus... (Antoinette, está aí?)

E nessas de brincar de amor, acabei por apaixonar. Não, não, não... Já disse a meu coração milhões de vezes que o amor, essa merda desse amor, é o fruto proibido. Mesmo assim, o idiota mordeu da maçã e foi expulso do Édem pelo Senhor Todo Poderoso. Metaforicamente, não é mesmo? Em palavras exatas, apenas tirou-se da paz. Essas brincadeiras são perigosas. Mal sabia o coração que ia prejudicar-me. Mas, mesmo assim, não lhe tiro a culpa. Foi teimoso e estúpido, quem mandou? Hei de perdoa-lo, é claro... Quando aprender a amar de verdade. É só aí que ficarei em paz e, enfim, poderei retornar ao jardim.

31.7.11

não é paz, é medo

e, talvez, inspirar fundo e me atirar da colina. Esse é um desejo muito cabível em mim. É loucura, quem sabe... Só que, já percebeu, que, por vezes, viver cansa a nossa beleza? De que adianta viver sonhando com o fim? E de que adianta viver em caos sabendo que vamos todos morrer? Me entende? E mesmo assim, no entanto, a profunda paz só chega quando nos atiramos da colina. A queda livre, sem cordas ou possíveis salvações, parece arrancar de nós o ruim. Tira-nos a vida... Nunca me vi caminhar em paz. Nenhum de nós nunca nos viu andar tão bem que poderíamos morrer. Faz sentido? Andar andar andar e respirar e aí caiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiir. E morrer. E, enfim, viver em paz.

21.7.11

Imma juz' lie down on yuh lap and let ya sof'ly pass yuh hand through my hair: that's my alibi.

20.7.11

I will love you for always & Once and for all

So because of loving you you've left me in ruins and it doesn't matter how hard I try I just can't pick me up apart and you are killing me killing me killing me KILLING ME KILLING ME KILLING ME so make it fast and murder me or just bury me while I still breathe and then kiss my corpse goodbye so I can rest in peace

15.7.11

Você está um caos! Mas também, pudera!, que tempestade que faz, não é mesmo?

12.7.11

- Quer dizer, agora, que culpar o seu humor é a saída mor pra todos os seus problemas?!
- Não quero dizer que tenho problemas, Toinette...
- Como assim, não tem?
- Não sei. Penso que tem tanta gente tão mais fodida do que eu...
- Essas pessoas são fortes, entenda isso.
- Sim... São fortes porque são fodidas.
- Não. São fortes porque conseguiram se superar.
- Mas... Como? Como eu vou me superar, Nette?
- Você é muito fraco.
- Jogar verdades na minha cara não melhora em nada minha situação!
- Eu sei, acalme-se. Escuta, ser forte é saber superar os problemas. Antes de mais nada, você tem que assumir que os tem e não ficar nessa tosquice e nesse marasmo de humor. Te trancar na porra do seu quarto e chorar não vai te adiantar de muita coisa.
- Mas...
- Eu já te disse o que fazer. Não tenho mais como ajuda-lo.
- Não vai embora, Antoinette, por favor!
- Voltarei assim que me quiser de novo. Adeus.

11.7.11

O Fado de Antoinette

(A ser lido pausadamente, talvez, ao som de "Sur Le Fil" http://www.youtube.com/watch?v=MjwVyITV0xU)

Muito já me vi chorar e muito já me vi enlouquecer. Esses dias, decidi sair de casa, de camiseta e cueca, e sentar na calçada. Fazia um puta de um frio e eu tremia demais - afinal, é inverno. Meu plano de observar os seres humanos da rua falhou, já que ninguém passava. Não desisti, no entanto, da calçada. Acho que, por um acesso de loucura, passei a conversar com ela... Ela me dizia coisas sobre as pessoas que já haviam pisado nela. Fiquei surpreso, também - não sabia que calçadas pensavam. Pensam sim. São muito inteligentes e observadoras. Ela estava bastante erodida e mal conseguia falar. Na verdade, ofegava ao invés de proferir palavras. Tinha um nome um tanto quanto incomum...

Perguntaram-me o que posso tirar d'uma conversa com uma calçada. Disse-lhes que todos nós somos insanos de alguma forma. A calçada disse-me estar fadada a aguentar ser pisada para o resto da vida. Disse-lhe que também tinha um fado. Estava fadado a não amar para sempre. Ela ficou espantada. Disse que todo o ser humano tinha o mesmo destino. Ela cortou-me aí e falou que não queria discutir conceitos como humanidade... Restringi-me, então, a falar apenas sobre nós dois.

Ofereci algo para beber. Fui buscar alguma coisa quente para nós. Coloquei uma calça e uma blusa nesse meio tempo. Voltamos a nos falar e eu continuei minha história sobre minhas desventuras. Contei da incapacidade de amar. Continuava espantada e não entendeu uma só palavra do que disse. É... Desdar os nós da alma às vezes é difícil até quando estamos loucos. Por ora, achei-me incapacitado de esconder o pranto. Chorei sem dó, afinal, não vi problema algum em chorar frente à minha própria loucura. Ao enxugar meus olhos, não mais enxergava a calçada... Não pudemos conversar sobre o fado dela. Acho que a encontrarei num próximo dia que estiver louco e prantoso...

8.7.11

Todos os choros de dias passados foram-se embora hoje...
Eu to com raiva e de saco cheio. Saco cheio e raiva de mim mesmo. Eu não to conseguindo me controlar... Eu sou um daqueles dias que, nao importa que porra aconteça, a gente não quer tirar a bunda da cama.

(Desculpa, tava precisando)