11.1.12
Coerente... / Gesso é duro. E, mesmo assim, quebra quando cai
Chorando que nem um bebê. Chorando que nem um bebê fodido e abandonado. Assim que vou te encontrar se chegar na tua casa agora, não é? E, olha que irônico, você não passa de um molequinho mimadinho de sei lá quantos muitos anos e que ainda chupa o dedo quando o cu aperta. Você devia se olhar de cima a baixo. E você devia, ao menos, perceber o bosta que você é. Fortes todos temos de ser, sem que nada, repito, NADA importe. E você, ainda sim, com essa sua mentalidadezinha de "quero ser culto" acha que ser forte é endurecer. Já se perguntou por pelo menos um segundo o que é que tu faz quando se sente ameaçado? Você se tranca em si. Egoísmo, puro egoísmo! E ainda acha que se trancar vai adiantar de alguma coisa. Pf. Pra você se trancar é se endurecer. E endurecer é ser forte. Mas pois bem, gesso também é duro, não é? E mesmo assim quebra quando cai no chão. E quantas vezes eu te vi sair ileso e intacto quando "você caiu"? NENHUMA! Repito, pra me ouvir bem: NENHUMA, SEU BOSTA. E agora para e pensa, por pelo menos um segundo, se ser duro e trancado é realmente o seu ideal de força. E quero uma resposta coerente. Coerente. Coerente...
20.12.11
Umbral de 2011/Não falo em solidão. Falo em desamparo/Breve reflexão acerca deste ano que passou
E eu era todo inteiro de mim - trancado, orgulhoso... E não sofria! (ou achava que não, ou, ainda, pelo menos, me enganava direito) Sabe? Tipo, me bastava. Só que eu sou teimoso. Quis deixar vazar. Deixei minha alma, antes trancada com os mais secretos cadeados, vazar por completo. E, se ao menos tivessem cuidado dela, assistido à dor... Mas não. Deixaram-na lá, exposta à erosão e feita de comida pros vagabundos e vira-latas. Só que... por um acesso de loucura, eu quis brincar com a dor, de me envolver com ela. Eu sabia que era puro disfarce da maldita e que eu ia acabar desse jeito. Mas era bom... Foi maravilhoso, inexplicável! Até acontecer o previsto. Pois é... Guardei, então, minha alma. E, agora, sou dessas pessoas recolhidas. Não sou mais inteiro. Pelo menos (no entanto?) estou guardado. Estou bem. Se não, ficarei. Que o ano próximo traga a nós todo o amor do mundo.
4.12.11
Graziela,
Minha amiga... Talvez eu tenha negligenciado com você. Se lembra quando eu prometi que te contaria assim que eu percebesse que gostasse realmente de alguém? Pois é. Mas é que eu nunca percebi que gostava. Já fui me apaixonando desde o começo. E me veio aquela sensação de sentimento inflado que murcha depressa e eu nem dei importância. O problema é que não murchou e foi crescendo e crescendo sem que eu desse conta e sem que eu soubesse lidar. E aí, deu no que deu. Me apaixonei.
Ash
Blow this ashes! Blow them! See how they float? See how they are free from everything? Blow them again! Go ahead! Look! Look! Ashes are the only thing which is really free... Think of the idea of freedom. Then, blow the ashes one more time. It is inexplicable!
1.12.11
Love,
I am willing to forgive you. Forgive your sorrow. Forgive your pain. Forgive your bitterness. Forgive your immaturity. Forgive the sorrow you have caused me. Forgive the bitterness you have injected in me. Forgive your appologies. Forgive your ridicularity. Forgive your idiotness. If you say you love me back.
30.11.11
Minhas quimeras/As quimeras andam bravas/Quem mandou insistir nos sonhos?

Hoje, resolvi visitar minhas quimeras. Eu costumo deixá-las presas com os metais mais resistentes. Tenho medo de sentir-me vazio sem elas, caso elas fujam. Mas hoje, especialmente, elas estavam bravas. Rosnavam. Estavam insistentes na ideia de fugirem de mim. E, sabem como é, quimeras, quando fogem, são difíceis de serem pegas de volta. Elas sabem voar alto, mais alto que o próprio céu. Tive de contê-las. Uma delas me arranhou. A cicatriz não parece que vai sumir tão fácil! Talvez a culpa por toda essa raiva tenha sido minha. As quimeras estavam enormes e mal cabiam no espaço que fora designado como para elas como casa. Andei excedendo o limite de alimentos para os bichos e, daí, elas foram crescendo cada vez mais. Vai ver elas só querem um espaço maior pra poderem viver. Mas é muito dificil arranjar espaço para as quimeras. Elas são bichos estranhos que só seus donos conseguem entender. Só que elas andam bravas... Elas andam bravas e eu não consigo mais contê-las sem me machucar!
21.10.11
Te amo plenamente...!
E se eu te amo, te amo plenamente, te amo com a minha alma e com a minha paz... Você me perdoa? Me perdoa por sofrer por ti? Me perdoa por te querer comigo todo o tempo, todo o instante, cada milésimo de segundo que o sono me rouba? E se eu te amo, te amo plenamente... Você me devolve minhas lagrimas que usei em ti quando nao as quiser mais? E me devolve minhas poesias tão rasas que gastei contigo? E se eu te amo, te amo plenamente e você me odeia... Voce jura que me mata? Me assassina o interior e me traz a paz?
14.10.11
Esses nós talvez me impeçam de te amar plenamente
Eu poderia sentar na tua frente e contemplar seus olhos, ah!, que lindos olhos de mare alta... Até que eu me canse e pegue no sono pra sonhar com eles. Mas estou cego há tempos, nunca os enxergaria. Ou eu podia te abrir o meu diário, pra que tuas olheiras caíssem sobre as palavras do meu garrancho. E pra que você pudesse saber o mínimo do amor que eu sinto por você. Mas meu diário eu rasguei semana passada. Eu podia, ainda, te abraçar... Apertar o seu peito contra o meu e me afagar nos seus ombros (tão ternos...!). Mas me falta a coragem pra abrir os meus braços e te envolver.
No mais, não me resta mais o que fazer. A minha alma tem nós, muitos deles... Voce deve entender como é... Esses nós talvez me impeçam de te amar plenamente. Mas eu te amo! Eu te amo, te amo! E se, algum dia, souber do meu amor... Me avisa. Me avisa se me ama também. Ou não...
No mais, não me resta mais o que fazer. A minha alma tem nós, muitos deles... Voce deve entender como é... Esses nós talvez me impeçam de te amar plenamente. Mas eu te amo! Eu te amo, te amo! E se, algum dia, souber do meu amor... Me avisa. Me avisa se me ama também. Ou não...
28.9.11
Cá. Entre nós... (II)
A plenitude do estar bem, obrigado às vezes é impossível quando se são cegos os nós na alma. E a gente morde o nó e morde a alma e arranha a alma e sangra... Sangra! E sangra porque tem nós na alma. Malditos nós! E daí deixamos a alma assim, exposta aos ventos frios do inverno vazio lotado de melancolia. E desse vento temos medo, porque ele não só uiva... Ele é cruel. Ele erode a alma... E a alma morre.
3.9.11
Antoinette andou falando por mim (Em homenagem a um grande amigo...)
Tá tudo bem? Você me parece triste e distante ultimamente... Certeza? Problemas na família? No coração, então? Ah, sim! Sempre o temos, né? Mas é claro que tudo fica bem! É só que é bom desabafar... Tipo pour out. Mas eu entendendo que você não o queira. Eu também sou meio assim. Mas eu tentei mudar, sabe? Tipo, botar tudo pra fora. E funciona, viu? Funciona bem...
Não é bom te ver triste, amigão. Você que parece ser sempre tão positivo! É claro que todos ficamos tristes, sim... Mas perto de você não havia tristeza...! O que houve? Hahaha, o excesso de perguntas de todos é que todos te queremos, bem, meu amigo.
Você é diferente, sabia? Diferente de muito bom! Você tem um conhecimento tão vasto. E está prestes a compartilhá-lo com qualquer um na mais invejável das humildades. Você é bom... Eu contraponho voce com outros tantos, todos tão arrogantes. E eles são tão baixos! E você, tão superior! É, meu amigo... O que te fez assim foi sua bondade inenarrável e inigualável.
Você está apaixonadásso por ele, não é? Como eu soube? Ah, eu andei observando... E eu observo demais às vezes. Não observo demais no sentido de muito, não. No sentido de além. E isso é um tipo de arrogância, não? Claro que é! Quando lemos demais as entrelinhas, nos damos ao luxo de sermos oniscientes... Aí, pré-julgamos a tudo e a todos e damos com a língua nos dentes.
Mas, voltemos à paixão, sim? Tá mesmo gamadão? Hahaha! Caaaara! Quem diria! Mas... eu posso te dar um conselho? Cai fundo, meu amigo, cai fundo! Abre teu espaço pra ele, tenho certeza que ele vai aceitar a abertura. Não tenho certeza se ele vai cair fundo junto contigo. Mas esperai e vede! Ahahah!
Okay, meu amigo, até a próxima! E nunca se esqueça: eu te amo muito! Se quiser, estou aqui pra ti a qualquer hora!
Não é bom te ver triste, amigão. Você que parece ser sempre tão positivo! É claro que todos ficamos tristes, sim... Mas perto de você não havia tristeza...! O que houve? Hahaha, o excesso de perguntas de todos é que todos te queremos, bem, meu amigo.
Você é diferente, sabia? Diferente de muito bom! Você tem um conhecimento tão vasto. E está prestes a compartilhá-lo com qualquer um na mais invejável das humildades. Você é bom... Eu contraponho voce com outros tantos, todos tão arrogantes. E eles são tão baixos! E você, tão superior! É, meu amigo... O que te fez assim foi sua bondade inenarrável e inigualável.
Você está apaixonadásso por ele, não é? Como eu soube? Ah, eu andei observando... E eu observo demais às vezes. Não observo demais no sentido de muito, não. No sentido de além. E isso é um tipo de arrogância, não? Claro que é! Quando lemos demais as entrelinhas, nos damos ao luxo de sermos oniscientes... Aí, pré-julgamos a tudo e a todos e damos com a língua nos dentes.
Mas, voltemos à paixão, sim? Tá mesmo gamadão? Hahaha! Caaaara! Quem diria! Mas... eu posso te dar um conselho? Cai fundo, meu amigo, cai fundo! Abre teu espaço pra ele, tenho certeza que ele vai aceitar a abertura. Não tenho certeza se ele vai cair fundo junto contigo. Mas esperai e vede! Ahahah!
Okay, meu amigo, até a próxima! E nunca se esqueça: eu te amo muito! Se quiser, estou aqui pra ti a qualquer hora!
31.8.11
27.8.11
. É por isso que amar machuca...
. É por isso que amar machuca... E isso é um fato. Não, não...! Não estou dizendo que amar é de todo ruim, claro que não. Só quis dizer que o amor, por vezes, magoa. Ora! Vai começar a jogar na cara que sou fraco, agora, né?! Esse é o jeito clássico você de ser. Deixa-me choramingar em paz, poxa. Tá bem, tá bem! Chega. Nunca mais procuro a ti para choramingar!
10.8.11
"Perguntai ao sepulcro a história do cadáver"
Shhh! Hoje tudo foi-me melancolia... Porque senti que quis chorar chorar chorar de 'cry my eyes out'. E eu sei exatamente porquê... Porque eu amo. Eu amo tanto... Que eu espero muito. E não o tenho. Mas deixa estar, "o passado é um túmulo"
8.8.11
Definhados aqueles que assistem à morte com um sorriso no pálido rosto
Choveu. E fugia de algo incerto. Sabe-se que corria, corria muito. E numa dessas, escorregou na rua, à beira de um beco barroso e fedido. Arrastou-se ao lugar e lutou contra o barro. E tentava esquivar-se da chuva e lutava contra aquele lamaçal com o medo de chafurdar... Lutou em vão.
Determinado momento, desistiu. Daí, envolveu-se pela lama fétida. E lambusou-se dela e lambeu-a como se fosse chocolate adocicado e quis sentir o mel inexistente daquela mistura nojenta. Deixou-se cobrir pelo barro. E definhou, ali mesmo.
Determinado momento, desistiu. Daí, envolveu-se pela lama fétida. E lambusou-se dela e lambeu-a como se fosse chocolate adocicado e quis sentir o mel inexistente daquela mistura nojenta. Deixou-se cobrir pelo barro. E definhou, ali mesmo.
4.8.11
"Viver é simples. Viver é muito simples..."
Quando eu tinha a sua idade, eu era louca, louca. Na missa, eu sentava atrás e fazia piadas sobre a missa. Só que, quem faz as piadas, não lembra quem as fez. Mas, quem as ouve, sempre lembra. Então, esse fato foi contado pra mim, eu não lembro. Faz muito tempo, acho que uns 40 anos.
Eu digo que era louca, mas mais no sentido de descontraída. Eu não tinha... censura! Eu trabalhava. Sempre trabalhei, desde os 15 anos. Nessa época, com o meu dinheiro e, é claro, com o conssentimento da minha família, eu viajei sozinha de ônibus pelo litoral inteiro do Brasil. E isso, há quarenta anos. Não tinha Internet, celular... Eu parava de estação em estação pra ligar pra minha mãe. Fui até a Bahia, cheguei no Ceará. E de lá, voltei de avião.
Daí, aos poucos, eu fui conquistando a minha liberdade. E sempre com responsabilidade. Muitas vezes eu já tive a oportunidade de consumir drogas. Naquela época, so existia maconha e fumar maconha, que hoje é comum, 40 anos atrás era ooooooh! Então, eu já muitas vezes tive a oportunidade de fumar. E eu pensava - "fumar e perder minha liberdade?" Aqui pra maconha! Já tive a oportunidade de ficar grávida e ter filhos. E, aí, perder minha liberdade?! Aqui pra gravidez!
Sua liberdade é conquistada aos poucos, sempre com benécia e responsabilidade. E quando erra-se na responsabilidade ou na benécia, Deus ajuda a consertar os erros daqueles que tem o coração bom. Mas isso já é filosofar demais... Viver é simples... Viver é muito simples!
Shiderlei, 04/ago/2011
Eu digo que era louca, mas mais no sentido de descontraída. Eu não tinha... censura! Eu trabalhava. Sempre trabalhei, desde os 15 anos. Nessa época, com o meu dinheiro e, é claro, com o conssentimento da minha família, eu viajei sozinha de ônibus pelo litoral inteiro do Brasil. E isso, há quarenta anos. Não tinha Internet, celular... Eu parava de estação em estação pra ligar pra minha mãe. Fui até a Bahia, cheguei no Ceará. E de lá, voltei de avião.
Daí, aos poucos, eu fui conquistando a minha liberdade. E sempre com responsabilidade. Muitas vezes eu já tive a oportunidade de consumir drogas. Naquela época, so existia maconha e fumar maconha, que hoje é comum, 40 anos atrás era ooooooh! Então, eu já muitas vezes tive a oportunidade de fumar. E eu pensava - "fumar e perder minha liberdade?" Aqui pra maconha! Já tive a oportunidade de ficar grávida e ter filhos. E, aí, perder minha liberdade?! Aqui pra gravidez!
Sua liberdade é conquistada aos poucos, sempre com benécia e responsabilidade. E quando erra-se na responsabilidade ou na benécia, Deus ajuda a consertar os erros daqueles que tem o coração bom. Mas isso já é filosofar demais... Viver é simples... Viver é muito simples!
Shiderlei, 04/ago/2011
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